Proibição de entrada de viajantes com VIH nos EUA é levantada parcialmente


O Presidente Bush acrescentou uma medida legal que fornece 48 biliões de dólares para combater o VIH/SIDA e outras doenças e acabou com uma política que impedia indivíduos VIH-positivos de viajar para os Estados Unidos. No entanto, o fim da proibição de viajar desde 1993 não acaba com todos os impedimentos para visitantes estrangeiros ou imigrantes VIH-positivos.

Desde 1987, o Department of Health and Human Services (HHS) acrescentou o VIH a uma lista de doenças que barram a entrada nos Estados Unidos, uma proibição que está separada do impedimento imposto pelo congresso. Mas agora que os legisladores acabaram com a lei de impedimento aos viajantes VIH-positivos, as entidades de saúde federais não podem legalmente manter o VIH na lista, que também inclui a tuberculose, gonorreia e a lepra.

Em 1991, o HHS propôs a remoção do VIH da sua lista, mas isto levantou as vozes dos conservadores religiosos e a tentativa ficou sem efeito, disse Victoria Neilson, directora legal para a Igualdade do Imigrante, um grupo de Nova Iorque. Haverá um período de comentários se o HHS revisitar a proposta.

A atitude perante o VIH/SIDA mudou e o debate poderá ser diferente hoje, disse Neilson. "As pessoas percebem que é um vírus, não a peste negra ou algo semelhante. Não há razão para uma doença que não se transmite pelo ar estar nessa lista". Estão disponíveis declarações de renúncia. Uma declaração de renúncia de curta duração permite aos visitantes entrar nos Estados Unidos temporariamente, não representando uma ameaça à saúde pública.
(Los Angeles Times 07.31.08)

20 comentários:

R. Rudoisxis disse...

Gostei deste post, embora tenha reservas acerca do seu conteudo, pois ainda há dias o secretário de estado para a segurança interna Michael Chertoff fez uma declaração citando que novos critérios serão aplicados face à nova lei e que as pessoas seropositivas terão de justificar as suas actividades enquanto estiverem no EUA e que as mesmas não representam perigo para a saúde pública.O DHS (Departamento de segurança interna) está a preparar um documento, em que um dos pontos que faz parte desse documento e que acho de extrema importância, é que as pessoas seropositivas a quem sejam concedidos vistos temporários de entrada, não sejam publicamente identificados como HIV-positivos.
Esta atitude dos EUA mostra uma mudança, pois a anterior lei não tinha pés nem cabeça face aos actuais conhecimentos cientificos sobre a doença.Vamos aguardar o desenvolvimento desta nova atitude e se por arrasto outros paises levantam a interdição à entrada de pessoas infectadas.

setesois disse...

Olá boa noite antes de tudo.
tenho muita admiração por vocês só não responde a todos os textos muito por falta de tempo, outras por não ter muito acrescentar.

Mas mantêm-me a minha curiosidade, se quem tem o VIH não disser nada eles não vão tirar pela pinta? Ou seja quem viaja para os USA não tem que dizer se é doente?
Boa noite a todos e um abraço com um bem-haja

Paulo disse...

Raul

Sabemos perfeitamente que a mentalidade de um povo se sobrepôe ao cumprimento da lei, lei esta que nunca deveria ter existido, porque o VIH não oferece risco de contágio social.

Não comento a posição dos EUA quanto às politicas que tem adoptado face à SIDA, por motivos que de tão ridiculos me transtornam e me perturbam.

A mudança ocorrerá, sempre de uma forma gradual, e devastadoramente lenta no tempo... como sempre.

Abraço.

Paulo disse...

Setesois

Agradecemos a visita e folgamos pelo comentário com que nos presenteia.

A SIDA não tem rosto, pelo que, qualquer pessoa pode entrar nos EUA, negando a sua condição serológica para o VIH nos questionários e tentando ocultar o transporte dos medicamentos, o que, face às apertadas normas de segurança, causada pelos recentes ataques terroristas, se torna numa missão quase impossível.

Felizmente, a mudança paira no ar...

Os nossos cumprimentos.

Brancamar disse...

Olá Paulo,

Fico sempre revoltada com a mentalidade tacanha de um país que se pretende tão civilizado e em tudo que tem a ver com as relações humanas, a saúde, etc, é dos povos mais atrasados do mundo.
Será sempre bom que surjam estas medidas correctoras, mas tão tarde e de forma tão lenta..., parece que estão no século passado, pior, parece que estão no tempo da inquisição, nem merece comentários uma medida tão ridícula, que já deveria estar abolida há tanto tempo!
Enfim! Esperemos que as sociedades "cresçam" para bem dos nossos filhos e netos.
Beijinhos

sideny disse...

paulo
Nao e so nos estados unidos que se passa isso.
na australia tambem e proibido a entrada a pessoas seropositivas,
mas a sida la ja estas a aumentar.
beijocas

SILÊNCIO CULPADO disse...

Paulo
Excelente texto que revela alguns ventos de mudança em relação a situações que nunca se deviam ter sequer levantado.
Todos os dias privamos com pessoas que desconhecemos se são ou não seropositivas mesmo nos países que levantam essas interdições. Portanto não está em causa o travar da epidemia mas sim o fazer prevalecer uma mentalidade tacanha que não pode imperar em países com pretensões a desenvolvidos.

Beijos
(lnsoares@aeiou.pt)

M. disse...

é a coisa mais rídicula e disparatada que já li e saída de um povo que se acha a supremacia mundial ainda me soa mais .... nem lhe encontro um nome, ca gaita! raios parta a pseudo grandeza da América!

Fatyly disse...

Não sabia de todo destas normas e fiquei pasma e sem saber o que dizer.

Obrigado por ter adquirido mais estes conhecimentos.

Paulo disse...

Branca

Tem toda a razão no que diz no seu comentário. Infelizmente não são apenas os EUA que colocam entraves na livre circulação de portadores do VIH/SIDA no seu território.

É o mundo que temos, para qual contribuimos com a nossa ignorância.

Um beijinho enorme e desejo-lhe um óptimo fim de semana.

Paulo disse...

Sideny

É triste e lamentável não se perceber de uma vez por todas que o portador do VIH/SIDA não representa qualquer risco para a sociedade.

Enfim.... :(

Beijoka e ... Um bom fim de semana!

Paulo disse...

Lídia

"...fazer prevalecer uma mentalidade tacanha que não pode imperar em países com pretensões a desenvolvidos."

É tal qual como diz!

Sem mais comentários.

Um abraço apertado e um bom fim de semana!

Paulo disse...

m [minha]

Ca gaita digo eu!

O melhor é ir lá contigo, a ver se entro ou não entro!

:))

Tatuado, o beijo em ti

Paulo disse...

Fatyly

Respirei de alívio quando me disseste que não sabias estas normas. :)

Conhecendo-te como conheço, ai levavam uma palmada, levavam, ai se levavam... :)

Beijinho e um bom fim de semana!

Fatyly disse...

Paulo
Vou ler muito mais, adquirir dados e podes crer que vão levar :) mas hoje não porque estou super ranhosa:)

Uma beijoca

Odele Souza disse...

Muito bom teu texto Paulo. E endosso totalmente o que diz Brancamar. Que ridiculos aqueles lá.

Beijinhos e bom domingo.

Paulo disse...

Fatyly

Ranhosa... :) As melhoras amiga!


Um beijinho amigo.

Paulo disse...

Odele

Obrigado pela visita. :)

Passei também pelo blog de Flávia e deixei o meu comentário.

Deixo-lhe um beijinho do tamanho do mundo para Flávia e outro muito grande também para Si.

Tony Madureira disse...

Olá Paulo,

Excelente Post.

Destes americanos nada me surpreende. Julgam-se os senhores do mundo…
Sua mentalidade deixa muito a desejar.

Há sinais de mudança, vamos aguardar…


Abraço solidário.

Paulo disse...

Tony

Sim, de facto há sinais de mudança, ainda que a mudança ocorra sempre de uma forma pouco célere e repleta de perturbações causadas pela mentalidade vigente.

Abraço solidário.