
Diariamente somos confrontados com situações limite de famílias que, até um passado recente, se consideravam da classe média e que cumpriam as suas obrigações tendo, de um momento para o outro, ficado no desespero do incumprimento e do medo.
As causas poderão ser quase na totalidade identificáveis em três ordens de razões: desemprego, doença e divórcio. Porém muitas destas situações vêm aliadas a uma forma pouco saudável de gerir os orçamentos sem deixar margens para imprevistos. Isto para não falarmos nos casos, absolutamente dantescos, de sobreendividamentos em que se pedem empréstimos para se pagarem outros. Os Bancos actuam com total impunidade através dum direct mail absolutamente indecoroso.
Isto tem permitido aos principais Bancos que, mesmo em pico de crise, lucrem em média 3,5 milhões de euros/dia. Segundo notícia do Portugal Diário embora a crise tenha afectado os quatro maiores Bancos privados portugueses – BCP, BES, BPI e Santander Totta - que viram os resultados de 2008 a cair, mesmo assim conseguiram ganhar 1.271,5 milhões neste mesmo ano.
Entre os novos pobres temos também os que foram apanhados pelas situações de doença incapacitante. A insuficiência dos apoios estatais aliada ao recurso cada vez mais necessário a tratamentos fora do SNS, têm arrastado famílias para situações verdadeiramente aflitivas que não podem nem devem ser resolvidas através dos voluntarismos sociais pese embora a importância fundamental dos mesmos no que respeita a acções complementares.
Os novos pobres, que não param de crescer entre os oriundos da dita classe média, são os que mais afligem pela sua dor crua e envergonhada que os impede de assumir a real situação tal como a vivem e se apresenta.
Numa sociedade em que “o ter” é um símbolo de poder e de status as perdas materiais podem significar viver sem objectivos, desintegrar-se das redes de sociabilidade onde se deixou de ter condições para interagir sem inferiorização. É uma espécie de morte antecipada mesmo quando estão ainda asseguradas as condições mínimas de sobrevivência.
É como se tudo o que se faz deixe de fazer sentido e pese como uma culpa de que se envergonham. A auto-estima afectada por uma doença que restrinja a liberdade e as condições de vida dá aos dias aquele peso dos passos em que nada motiva e tudo aborrece.
A sociedade segue indiferente sempre (e só) preparada para quem não tem limitações e tem os necessários recursos para os apelos dos seus valores materialistas bem mediatizados. Nesta cultura pobre, os pobres não são apenas os que têm rendimentos abaixo dum certo limiar mas todos aqueles que interiorizaram a pobreza por não conseguirem desenvolver outros valores independentes do valor do dinheiro.
É este exército de novos pobres o que mais preocupa e até assusta. A crise veio para ficar e as restrições vão alargando a sua área de influência numa sociedade que não distingue o essencial do supérfluo e que definha em frustrações por falta de objectivos.
Uma sociedade que não dá sinais de poder regenerar-se porque continua assente nos mesmos pilares de selvático consumo e enriquecimentos ilegítimos tentando os governos, com medidas ingénuas, travar a avalanche dum rio cujo caudal não pára de crescer.
As causas poderão ser quase na totalidade identificáveis em três ordens de razões: desemprego, doença e divórcio. Porém muitas destas situações vêm aliadas a uma forma pouco saudável de gerir os orçamentos sem deixar margens para imprevistos. Isto para não falarmos nos casos, absolutamente dantescos, de sobreendividamentos em que se pedem empréstimos para se pagarem outros. Os Bancos actuam com total impunidade através dum direct mail absolutamente indecoroso.
Isto tem permitido aos principais Bancos que, mesmo em pico de crise, lucrem em média 3,5 milhões de euros/dia. Segundo notícia do Portugal Diário embora a crise tenha afectado os quatro maiores Bancos privados portugueses – BCP, BES, BPI e Santander Totta - que viram os resultados de 2008 a cair, mesmo assim conseguiram ganhar 1.271,5 milhões neste mesmo ano.
Entre os novos pobres temos também os que foram apanhados pelas situações de doença incapacitante. A insuficiência dos apoios estatais aliada ao recurso cada vez mais necessário a tratamentos fora do SNS, têm arrastado famílias para situações verdadeiramente aflitivas que não podem nem devem ser resolvidas através dos voluntarismos sociais pese embora a importância fundamental dos mesmos no que respeita a acções complementares.
Os novos pobres, que não param de crescer entre os oriundos da dita classe média, são os que mais afligem pela sua dor crua e envergonhada que os impede de assumir a real situação tal como a vivem e se apresenta.
Numa sociedade em que “o ter” é um símbolo de poder e de status as perdas materiais podem significar viver sem objectivos, desintegrar-se das redes de sociabilidade onde se deixou de ter condições para interagir sem inferiorização. É uma espécie de morte antecipada mesmo quando estão ainda asseguradas as condições mínimas de sobrevivência.
É como se tudo o que se faz deixe de fazer sentido e pese como uma culpa de que se envergonham. A auto-estima afectada por uma doença que restrinja a liberdade e as condições de vida dá aos dias aquele peso dos passos em que nada motiva e tudo aborrece.
A sociedade segue indiferente sempre (e só) preparada para quem não tem limitações e tem os necessários recursos para os apelos dos seus valores materialistas bem mediatizados. Nesta cultura pobre, os pobres não são apenas os que têm rendimentos abaixo dum certo limiar mas todos aqueles que interiorizaram a pobreza por não conseguirem desenvolver outros valores independentes do valor do dinheiro.
É este exército de novos pobres o que mais preocupa e até assusta. A crise veio para ficar e as restrições vão alargando a sua área de influência numa sociedade que não distingue o essencial do supérfluo e que definha em frustrações por falta de objectivos.
Uma sociedade que não dá sinais de poder regenerar-se porque continua assente nos mesmos pilares de selvático consumo e enriquecimentos ilegítimos tentando os governos, com medidas ingénuas, travar a avalanche dum rio cujo caudal não pára de crescer.





















