Homossexualidade - o eterno dilema

Assiste-se actualmente (?) a um emergir lento da identidade homossexual aos olhos do mundo, com as revelações de homens e mulheres supostamente rejeitados pela sociedade e pela Igreja devido às diferenças afectivas e sexuais. Após séculos de rejeição, destruição e intimidação, começam a soprar alguns ventos de liberdade.

A importância da imagem no exercer de uma profissão, o querer enveredar pela vida religiosa torna-se incómoda para quem é homossexual. Numerosos gays e lésbicas ficam “marcados” nas suas vidas, devido à ignorância da Igreja e da sociedade. Esta exclusão é sem dúvida motivada pelo medo e pela ignorância. A Igreja católica não conhece a realidade humana e espiritual com que vivem os gays e lésbicas, aplicando os termos “vergonha”, “desonra” ou “relações anti-natura”. No entanto já se levantam comentários positivos por parte deste órgão como bem manifestam as palavras do Cardeal Patriarca D. José Policarpo sobre o assunto: “ Não sou contra a relação homossexual. Apenas defendemos o valor da família como célula nuclear”(sic).

Na realidade, estes homens e mulheres, só recentemente se levantaram apesar das feridas já infligidas, e impõem a liberdade de amarem, da única maneira que conhecem. A exclusão de que são vitimas está igualmente relacionada com a ideia de que o homem foi criado como ser heterossexual e que a homossexualidade seria um desvio no plano da Criação, que muitos apelidam de “pecado” ou de “ doença”, termos defendidos por “terapeutas” homofobos que tentam a todo o custo mudar a orientação sexual pela terapia, oração ou se necessário, manter o celibato forçado excluindo qualquer forma de amor sexual. Ou seja, o mesmo que afirmar que a manifestação da sexualidade é um direito exclusivo dos heterossexuais. O Vaticano foi dos primeiros a lançar-se ao ataque alertando para a “propaganda enganosa” das chamadas “comunidades católicas gays” que punham em causa a interpretação das Sagradas Escrituras.

Não imagino o dilema sofrido por inúmeros homens e mulheres ao descobrirem neles uma determinada orientação sexual sem que para tal tenha havido alguma influência na sua vida. Algo que nasceu neles sem explicação mas que tentam a custo mudar devido ao medo de ser vaiado pela sociedade. Mas mudar esta orientação inata é na realidade, tão fácil como mudar a cor natural dos olhos. Tentar transformar os homossexuais em heterossexuais acaba por provocar sofrimento e um resultado desastroso a nível psicológico e só serve para evitar o diálogo e a aceitação e fomentar a exclusão social. A própria família vê os seus valores abalados quando conhece a existência de um filho(a) homossexual. A vergonha leva os membros da família a controlar estreitamente as suas emoções impondo princípios demasiado rígidos e cuja regra absoluta é calar todo e qualquer assunto.

Não há um partilhar de sentimentos nestas famílias. Uma criança ou adolescente neste meio que tenha tendências homossexuais experimenta uma vergonha e uma culpa quando sente que foge ao estereótipo da família com valores morais. É obrigado a esconder a sua verdadeira essência representando um papel falso e conformista para ser aceite na família. Esta, e a própria sociedade esquecem-se frequentemente que o ser homossexual também possui qualidades e dons que contribuem de forma positiva para o desenvolvimento da sociedade em que vivem.

É claro que cada um mede o risco que a revelação da sua condição pode desencadear na sua vida. E avizinhando uma reacção negativa por parte das pessoas muitos optam por assumir sozinhos a guardar para si as pulsões secretas que os levam a querer alguém do mesmo sexo. A não-aceitação de si próprio leva a comportamentos mais desviantes do que se pensa. Enveredar pela bissexualidade é um deles. Os bissexuais ou ditos bissexuais engrossam as estatísticas e são cada vez em maior número. A questão é se se trata mesmo de um interesse por pessoas de ambos os sexos ou se é um meio de mascararem a sua verdadeira homossexualidade, escondendo-se no seio de uma família com filhos, com educação e valores e por outro lado, praticando uma vida dupla na qual existe uma pessoa do mesmo sexo envolvida. É um constante enganar a si próprio e à família que nele acredita.
Abril 2006 / cedido por M.

Prognóstico: Manutenção e Conhecimento


Reconhecer e privilegiar o entendimento da SIDA enquanto doença crónica, enaltecendo aqueles que afincadamente trabalham para o bem-estar dos portadores do VIH, foi ontem intenção da Fundação GlaxoSmithKline, ao atribuir seis bolsas de investigação, numa cerimónia ocorrida no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, fez saber esta manhã o jornal "Público", pelo que aqui apresentamos um resumo da notícia.

Desde o início dos anos 80 que o vírus se tem alastrado eficazmente pela população mundial, que conta actualmente com mais de 30 milhões de infectados, dos quais, três milhões são crianças, de acordo com estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A descoberta da cura mantém-se por conquistar, mas a ciência tem dado passos largos e velozes, transformando a patologia numa enfermidade crónica, numa doença para toda a vida, onde os portadores não sucumbem directamente à acção devastadora do vírus, desde que tenham acesso às eficazes e cada vez menos tóxicas terapias antiretrovirais, disponíveis nos países industrializados. Prolonga-se a vida, com a maior qualidade possível.

Instala-se o cepticismo na descoberta de uma vacina terapêutica eficaz, na medida em que, a infecção pelo VIH, paralisa a resposta do doente a uma candidata vacina, na medida em que este vive imunologicamente em permanente deficiência. Tenta-se agora agir de outro modo, estudando a possibilidade de restaurar o sistema imunitário, onde as células estaminais poderão ter um papel importante a desempenhar.

A mesma notícia releva a preocupação médica em cuidar da saúde mental dos doentes, na medida em que, sendo a patologia entendida como crónica, os portadores podem viver muitos anos, pelo que é importante e vital aumentar o seu bem-estar fisico e emocional. Factores relacionados com a aplicabilidade de uma nutrição específica, que reduza o aparecimento de complicações cardiovasculares, estão também a ser investigados, na medida em que, se têm mantido esquecidos de estudo aprofundado até então.

As terapias antiretrovirais são as que permitem sustentabilizar a SIDA como doença crónica. No entanto, os efeitos secundários temíveis, onde a lipodistrofia coloca um rótulo directo no doente e prejudica a sua qualidade de vida, quer em saúde, quer em sociedade, representam o lado negro do tratamento. A lipodistrofia caracteriza-se por um emagrecimento acentuado, causado pela perda de gordura subcutânea, no rosto e membros superiores e inferiores, contrastando com o aumento excessivo da gordura a nível abdominal, o que é estigmatizante, pois identifica directamente o doente perante a sociedade, além de lhe causar problemas de saúde associados à redistribuição anormal de gordura.

A notícia refere ainda as particularidades do VIH2, que associado à infecção no mesmo doente também com o VIH1, estabelece uma dupla infecção. Os doentes com VIH2 utilizam apenas as terapias existentes para o VIH1. Portugal é o país da UE com maior número de casos de VIH2 registados (463).

As terapias são aplicadas tendo em conta que cada doente representa um caso individual. É preciso definir o melhor momento para iniciar a terapia, que será, à partida, para toda a vida, visando neutralizar o normal trajecto do vírus e proteger o sistema imunitário, salvaguardando o doente de infecções oportunistas e consequentemente da morte anunciada.

Silenciosamente Resistente


O portador do VIH, mantém durante toda a vida uma rotina clínica, onde periodicamente efectua análises sanguíneas que são seguidas de uma consulta de Infecciologia ou de Medicina Interna, visando avaliar o estado em que se encontra a sua infecção.

As análises ao sangue são abrangentes, incluíndo as análises comuns denominadas por hematologia e as análises específicas, que quantificam o número absoluto das células de defesa (CD4), assim como a sua percentagem, e quantificam também a carga viral, isto é, a quantidade de VIH existente por mililitro de sangue. É ainda analisada a química clínica, a imunologia, a imunoserologia, sendo por último obtidas as unidades existentes de marcadores tumorais.

O objectivo é detectar precocemente qualquer alteração que sugira ao médico assistente a imediata intervenção. Muitas pessoas, não infectadas, passam anos a fio, sem efectuarem quaisquer análises o que pode ser prejudicial à detecção de qualquer patologia que se encontre em evolução, silenciosamente. O portador do VIH é seguido de perto, de três em três meses, ou caso a sua situação clínica se mantenha estável, poderá ser seguido com intervalos maiores, de seis em seis meses.

Na infecção pelo VIH, há que determinar periodicamente o controlo do vírus no organismo, a recuperação e manutenção do sistema imunitário e a acção dos efeitos secundários dos antiretrovirais, cuja química clínica é indicador preciso da sua interferência negativa.

No tempo decorrente entre análises e consulta periódicas, o seropositivo poderá apresentar sintomas relacionados com os efeitos secundários da medicação a que está sujeito, devendo informar o seu médico assistente em caso de persistência.

Por outro lado, no tempo decorrente entre análises, o portador do VIH, poderá não apresentar quaisquer sintomas que interfiram com o seu bem estar, enquanto ocorre silenciosamente uma subida da sua carga viral, isto é, da quantidade do vírus da SIDA, existente no seu organismo, que se pretende sempre indetectável, ou seja, inferior a 50 cópias por mililitro de sangue, viabilizando assim a manutenção do sistema imunitário, sem que este seja destruído pelo VIH, evitando o avanço para o estádio de SIDA e protegendo o organismo de infecções oportunistas, que poderão ser irreversíveis.

A esta subida e permanência de carga viral, chama-se resistência, que traduz inequívocamente que o VIH criou resistências aos antiretrovirais em utilização pelo portador, por ser capaz de sofrer mutações e apresentar-se como um novo vírus, que os medicamentos não reconhecem. Consequente, novas opções terapêuticas terão de ser iniciadas, novos efeitos secundários serão uma realidade e as opções clínicas futuras serão reduzidas.

Actualmente existem medicamentos para tratar o VIH em número razoável, distribuidos por várias classes que se associam entre si. No entanto, não existem opções terapêuticas para toda a vida e a sua falência definitiva é ainda uma inevitabilidade, mesmo que a longo prazo.

Como portador do VIH, sempre que se aproximam as próximas análises e a próxima consulta, o meu desejo maior, passa sempre e em primeiro lugar por me manter indetectável quanto à presença do vírus e que seja possível continuar a suportar os efeitos secundários dos antiretrovirais a que estou submetido, evitando a sua substituição por outros mais potentes e consequentemente mais tóxicos.

Odele Mãe Coragem


Há algum tempo que trago na ideia redigir um post dedicado a Odele. Não o fazer, representaria um erro irremediável, pelo que me recuso a cometer essa falta perante uma pessoa cuja mensagem de amizade e esperança prolifera pelo mundo fora, todos os dias e em todos os momentos.

Odele é um exemplo de vida perante a adversidade que em 6 de Janeiro de 1998 lhe bateu à porta, através de um acidente ocorrido com sua filha Flávia, cujos cabelos foram sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio ondem moravam, em Moema, São Paulo, Brasil. Consequentemente, Flávia ficou em coma vigil, mantendo-se assim até aos dias de hoje. Flávia tem hoje vinte anos, dez dos quais, permanece adormecida pelo coma vigil em que se encontra.

De um momento para o outro, a vida de Odele sofreu uma transformação em todos os sentidos. Teve de abandonar o seu emprego, para permanecer em casa, dia e noite, para cuidar de sua filha, dependente de apoio em todos os sentidos. Há 10 anos que a Vida de Odele é dedicada à manutenção da vida de Flávia, que recebe todos os cuidados médicos e de sua mãe, para poder viver com a maior qualidade de vida possível. Flávia cresceu adormecida para a vida.

Odele mantém viva a luta para que a Justiça brasileira seja feita. Como em Portugal, a justiça é lenta e alheia a quem foi vitima de um flagelo que lhe retirou a vida activa, determinando também a felicidade desta familia. Inúmeras são também as dificuldades para manter Flávia com todos os cuidados de que necessita, para viver com dignidade. É necessário o apoio diário de Masé, auxiliar de enfermagem, que executa afincadamente o seu trabalho, realizado com todo o amor e dedicação, a esta princesa adormecida. Flávia necessita de cuidados acrescidos com a higiene, com a alimentação, além das sessões de fisioterapia e dos cuidados médicos permanentes.

Odele nunca cruzou os braços, nunca desistiu. Procurou todas as formas possíveis, sempre na tentativa vã de recuperar Flávia do seu coma vigil. Acreditou em tudo. Acreditou em todos. Acreditou em Deus. Na blogosfera, atrávés do blogue Flávia vivendo em coma, cujo "link" se encontra na nossa barra lateral, Odele criou uma corrente de solidariedade, com uma dimensão mundial. Foi e é na blogosfera, que Odele fez e faz amigos todos os dias. De mãos dadas, todos estamos juntos com Odele, visando a manutenção da dor, em prol da causa de Flávia. Em primeiro lugar e acima de todas as coisas, Odele acredita na amizade entre as pessoas.

Odele é uma super mãe e uma super amiga. Adere a todas as causas que promovam a dor e o sofrimento. Odele é solidária com os portadores do VIH, sendo também madrinha de Júlia, uma criança infectada pelo vírus da SIDA.

Não tenho palavras suficientemente claras e ilucidativas que traduzam a grandeza de Odele. Símbolo de coragem, de esperança, de solidariedade, de amor, de afecto, de amizade, de carinho e de uma grande, enorme e imensa humanidade.

Odele inspira-me a cada momento que passa. Porque sou portador do VIH e porque também sinto a dor de estar infectado, ainda que lute por a superar todos os dias, sempre que me encontro triste e desiludido, penso em Odele e em Flávia, e concluo de imediato que nem só na SIDA está a dor. A dor está em todos aqueles que sofrem desmesuradamente, por tempo indeterminado.

Odele, super mãe, mãe coragem, aplaudo de pé o grande ser humano que demonstra ser. Tenho por Si o maior respeito, o maior carinho e a maior admiração. As lágrimas que me rolam pelo rosto teimosamente, são de esperança, para que todos os dias, aqui ou em outro lugar até, a dor possa ser minimizada, a justiça possa ser feita e Odele possa ser recompensada, através do afecto, do carinho e da amizade, que todos temos por si, sendo o seu exemplo, um colírio permanente para a nossa alma e para o nosso espirito.

Simplesmente, gosto muito de Si.

Uma Companhia para a VIHda


Se é portador do VIH/SIDA não precisa de desfazer-se do seu animal de estimação. No entanto e ainda que os riscos sejam baixos poderá contrair uma infecção com o seu animal de estimação ou outros animais. É suficiente tomar algumas precauções simples em relação a animais de estimação ou outros animais. O VIH não pode propagar-se através de gatos, cães, aves ou outros animais de estimação.

Devo manter os meus animais de estimação?

Sim. A maior parte das pessoas com o vírus da imunodeficiência humana (VIH) podem e devem manter os seus animais de estimação. Ter um animal de estimação pode ser gratificante. Os animais podem ajudar a sentir-se melhor sob ponto de vista psicológico e inclusivé fisicamente. Para muitas pessoas os animais de estimação são mais que simples animais... são como membros da família. Sem dúvida, é importante que conheça bem os riscos de ter um animal ou de cuidar de animais. Os animais podem ser portadores de infecções perigosas. A decisão de possuir ou cuidar de animais deverá fundamentar-se no conhecimento do que precisa para proteger-se das infecções.

Que tipo de infecções pode um animal transmitir-me?

Os animais podem ser portadores de criptosporidiose, toxoplasmose, o complexo Mycobacterium avium e outras doenças. Estas doenças podem causar-lhe problemas como diarreia severa, infecções cerebrais e lesões na pele.

Que posso fazer para me proteger de infecções propagadas por animais?

Lave sempre as mãos com água e sabão depois de brincar ou de cuidar dos animais. Isto é particularmente importante antes de comer ou tocar em alimentos.
Seja cuidadoso com o que comem ou bebem os seus animais. Alimente-os somente com comida para animais ou cozinhe bem a carne antes de a dar ao seu animal. Não lhes dê carne crua ou mal cozida. Não permita que os seus animais bebam água não potável ou que mexam no lixo. Não permita que apanhem ou comam excrementos de outros animais.
Não toque nos animais que tenham diarreia. Se a diarreia durar mais que um ou dois dias peça a um amigo ou familiar que não esteja infectado pelo VIH que leve o animal ao veterinário. Peça ao veterinário que determine quais são as infecções que possam ter causado a diarreia.
Não leve para sua casa um animal doente. Não adquira um animal de estimação que tenha mais de seis meses de idade, especialmente se tiver diarreia. Se comprar um animal numa loja, num local de criação ou num canil municipal de animais, verifique as condições sanitárias e licenciamento desses locais. Se não tem a certeza acerca do estado de saúde do animal peça a um veterinário que o examine.
Não mexa em animais estranhos pois podem arranhá-lo ou morder-lhe. Os animais abandonados podem ser portadores de muitas infecções.
Nunca toque nos excrementos de nenhum animal.
Faça mudar diariamente a areia higiénica do seu gato por alguém que não esteja infectado com o VIH e que não seja uma mulher grávida. Se tiver que limpar a caixa pessoalmente use luvas de vinil ou borracha e lave as mãos com água e sabão logo após ter mudado a areia.
Mande cortar as unhas ao seu gato para que ele o não arranhe. Fale com o veterinário sobre outras maneiras de evitar as arranhadelas. Se for arranhado ou mordido lave imediatamente as feridas com água e sabão.
Não permita que ao seu animal lamba a sua boca ou qualquer ferimento que possa ter.
Não beije o animal.
Mantenha o animal sem pulgas.
Evite répteis como serpentes, lagartos ou tartarugas. Se tocar num réptil lave imediatamente as mãos com água e sabão.
Use luvas de vinil ou borracha quando limpar os aquários ou gaiolas dos animais e lave muito bem as mãos depois de terminar a tarefa.
Se for mordido pode precisar de uma consulta médica.

Tenho um emprego onde trabalho com animais. Devo abandoná-lo?

Os empregos que requerem trabalhar com animais (lojas de animais, clínicas veterinárias, quintas ou matadouros) aumentam o risco de infecções. Fale com o seu médico acerca disso e se deve trabalhar com animais. As pessoas que trabalham com animais devem ter estas precauções especiais:
Cumprir as normas de segurança do seu local de trabalho e reduzir todo o risco de infecção.
Usar roupas e utensílios de protecção como batas, botas e luvas.
Não limpe galinheiros nem cave em áreas onde poisem aves que possam ter histoplasmosis.
Não toque em crias de animais de quintas, especialmente se tiverem diarreia.

Pode uma pessoa contaminar o seu animal de estimação?

Não. O VIH não pode propagar-se através de gatos, cães, aves ou outros animais. Muitos vírus podem causar doenças que são parecidas com a SIDA, como o vírus da leucemia felina dos gatos. Estes vírus causam doença somente em certos animais e não podem afectar outros animais ou os seres humanos. Por exemplo o o vírus da leucemia felina dos gatos só infecta gatos mas não pode infectar os seres humanos ou os cães.

Que análises deve fazer ao seu animal antes de o levar para casa?

O animal deve estar em boa saúde. Não é necessário fazer análises especiais a menos que o animal tenha diarreia ou pareça doente. Se o animal estiver doente o seu veterinário pode ajudá-lo a determinar o tipo de análises que são necessárias.

Que fazer quando visito amigos ou parentes que tenham animais?

Quando visitar alguém que tenha animais tome as mesmas precauções como se estivesse na sua própria casa. Não toque em animais que possam estar doentes. Alguns animais como os gatos podem morder ou arranhar para afastar as crianças. Os adultos deveriam ser particularmente vigilantes e supervisionar a lavagem das mãos de uma criança infectada com o VIH para prevenir infecções.

Diagnóstico Recente?


Tomar conhecimento que o seu teste para o VIH é positivo pode ser uma experiência assustadora e preocupante. Se bem que isso seja difícil de prever, o saber que é seropositivo deve pressupor que esteja em situação de agir no sentido de melhorar a sua saúde e de prolongar a sua vida.

Agora deve ter a oportunidade de poder ser monitorizado com regularidade e, se for caso disso, de ser tratado com medicamentos antiretrovirais ou outros medicamentos que previnam as infecções e as doenças que são frequentes nas pessoas com o VIH. Quanto mais tardiamente for feito o diagnóstico, maiores serão as lesões provocadas pelo vírus no seu sistema imune, o que poderá aumentar a dificuldade de actuação dos antiretrovirais e dificultar também a actuação e o controle dos medicamentos usados para as infecções.

No dia do diagnóstico

A maior parte dos centros de testes oferecem aconselhamento pré e pós-teste. Se tiver necessidade de um suporte adicional pergunte ao seu médico como fazê-lo.

Tomar decisões

A altura em que soube do seu diagnóstico é uma má altura para tomar decisões sobre o futuro. Tais decisões podem ir desde o momento em que vai iniciar tratamento até à decisão de contar à sua família ou amigos o seu diagnóstico.

Muitas pessoas não começam tratamento nesta fase. Será mais provável que comece a fazer testes com regularidade para saber como está a sua saúde e para poder ajudar o seu médico e a si próprio a compreender melhor como é que o seu corpo se sente com o VIH e como reage ao mesmo.

Se a sua doença estiver mais avançada então poderá ser necessário apressar a toma de medicação, em especial se não se sentir bem. É pouco provável que tenha que iniciar tratamentos de imediato e em geral deve ser proposto algum tempo de reflexão, dias ou semanas para se abordarem as opções terapêuticas.

Apoio médico

É importante que se sinta bem com o seu médico e hospital. Está no seu direito de não receber tratamento no local onde foi feito o diagnóstico. Poderá fazer tratamento numa localidade onde não reside.

Algumas pessoas preferem grandes centros onde tratem muitos doentes enquanto que outras preferem pequenos hospitais, com menos problemas. Contudo é importante que seja tratado por um médico com experiência no tratamento do VIH.

Uma vez escolhido o hospital, deve pensar que terá que recorrer pelo menos de três em três meses ao hospital. Nestas alturas terá oportunidade para conversar com o seu médico sobre a sua saúde, fazer análises de controle, particularmente a contagem de CD4 e a carga viral. Estes testes são usados para prever o risco de desenvolvimento de doenças e para o ajudar a decidir o início do tratamento antiretroviral.

Se começar tratamento, quer seja pelo VIH quer seja porque por exemplo seja incluído num ensaio clínico, pode ser-lhe pedido que vá ao hospital mais frequentemente.

Aprendendo acerca do VIH

Ao princípio começa por ouvir falar duma série de termos médicos que lhe são desconhecidos. Não se aborreça porque há muitas fontes de informação que pode consultar para se tranquilizar. Peça sempre ao seu médico para lhe explicar o que não perceber. Outras pessoas do hospital, tais como, enfermeiros e farmacêuticos podem também dar-lhe explicações. Se tiver ainda dúvidas ou incertezas peça material informativo escrito.

Declaração

Não se precipite sobre a quem e quando deve declarar o seu estado de seropositividade. Pense como deve fazê-lo. Que tipo de suporte será necessário para isso? Pode prever qual será a sua pior ou melhor reacção?

Comece por aqueles que estão mais perto na sua relação e que o podem ajudar; considere esperar para contar a outras pessoas, tais como colegas de trabalho ou outros, dado que a reacção deles pode ser prejudicial para si.

Reuniões de grupos de pessoas

Algumas pessoas consideram importante o apoio de outras pessoas com VIH, mas há outras que não consideram. Se houver uma associação local que se dedique a esse tipo de reuniões experimente a ajuda, onde poderá ouvir outras experiências. Não pense que vai receber benefícios de um grupo se não se sentir bem no seu meio e não sinta que cometeu um erro se não tiver reagido ao diagnóstico do mesmo modo que os outros. Não há o certo ou o errado na sua seropositividade mas é importante que comece com acção e que busque informação que necessita para ter uma vida saudável e longa.

VIHajar é Viver


Dentro de Portugal ou no estrangeiro? Em negócios ou em lazer? Quando viaja poderá arriscar-se a estar em contacto com gérmens que geralmente não se encontram em sua casa. Muitos desses gérmens podem causar doenças mais ou menos graves.

Viajar poderá ser arriscado para a saúde das pessoas que têm necessidades especiais. Se é portador do VIH - o vírus que causa a SIDA - deve saber algumas coisas nestas circunstâncias. Viajar, especialmente para países em vias de desenvolvimento aumenta o risco de contrair infecções oportunistas (chamam-se oportunistas porque a pessoa adquire a infecção quando o sistema imunitário está debilitado). O melhor que pode fazer é conhecer bem os riscos e tomar medidas para se proteger.

Antes de viajar

Fale com o seu médico assistente na área do VIH/SIDA sobre os riscos para a sua saúde em deslocar-se ao local que pretende visitar. Ele dir-lhe-á como poderá manter-se saudável quando viajar. Também pode aconselhá-lo a visitar alguns lugares que sejam mais seguros do que aqueles que pretende visitar. Pergunte-lhe se conhece serviços médicos que tratem pessoas com VIH na região para onde pretende ir. Faça previsões sobre os problemas que poderão aparecer.

A diarreia do viajante é um problema frequente. Leve consigo antibióticos para tratar a diarreia em quantidade suficiente para 3 a 7 dias. O medicamento mais usado é a Ciprofloxacina. Se estiver grávida pode estar recomendado em alternativa o TMP -SMX (trimethoprim-sulfamethoxazole).

As doenças infecciosas transmitidas por insectos são um importante problema em muitas regiões. Leve um repelente de insectos que contenha pelo menos 30 por cento de "Deet". Em regiões onde haja malária ou dengue durma com mosquiteiros de preferência que sejam tratados com permethrin. Não vá a locais onde haja febre amarela, a não ser que precise obrigatoriamente de o fazer.

Pergunte ao seu médico se precisa de tomar algum medicamento ou levar alguma vacina antes de viajar. O médico irá dizer-lhe quais são as vacinas seguras. E poderá informá-lo da melhor forma de se proteger contra a malária, a febre tifóide e a hepatite. Verifique se tem todas as vacinas de rotina em dia. Isto é sobretudo importante para as crianças infectadas pelo VIH que viajam.

Se vai sair de Portugal verifique se os países para onde vai têm normas especiais de saúde para os visitantes. Estas normas podem incluir vacinas que podem não ser seguras para as pessoas infectadas com o VIH. O seu médico poderá ajudá-lo nisso.

Se tem um seguro de saúde verifique se as cláusulas da apólice cobrem riscos quando estiver no estrangeiro. Muitos planos de seguros de saúde têm benefícios limitados fora do país. Existem planos que cobrem o custo de ser repatriado se estiver gravemente doente. Assegure-se que a sua documentação está correcta e não se esqueça de levar a prova do seu seguro de saúde ou outra.

Quando viajar

A comida e a água dos países em vias de desenvolvimento podem não ser tão "limpas" como em sua casa. Podem conter bactérias, vírus ou parasitas causadores de doenças.

Não coma frutas e legumes frescos que não tenham sido descascados por si mesmo, carnes ou mariscos crus ou pouco cozinhados, produtos lácteos sem serem pasteurizados ou qualquer tipo de alimentação adquirida em vendedores ambulantes. Não beba água da torneira, bebidas elaboradas com água da torneira, gelo feito com água da torneira ou leite sem ser pasteurizado.

Os alimentos e a água que são seguros são os que estão nos alimentos fervidos, frutas descascadas, bebidas engarrafadas, café ou chá quente, cerveja, vinho e água que deverá ferver durante um minuto. Se não pode ferver a água, deve filtrá-la e tratá-la com cloro e iodo mas este método não é tão eficaz com ferver a água.

A tuberculose é muito comum em todo o mundo e pode ser muito grave para pessoas infectadas com o VIH. Evite hospitais ou clinicas onde tratem este tipo de doenças. Ao voltar a Portugal peça para fazer um teste de despistagem à tuberculose.

Em muitos locais os animais podem deambular com maior facilidade do que na região onde vive. Se suspeitar que animais possam ter deixado excrementos nas praias ou noutros lugares use calçado ou roupas para se proteger e sente-se sobre uma toalha para evitar o contacto directo com a areia ou o chão.

Pode ficar doente se engolir água ao nadar. Nunca deve nadar em água que possa conter pequenas quantidades de águas residuais ou excrementos de animais. Para estar seguro que se vai divertir na sua viagem proteja a sua saúde (e a dos outros) do mesmo modo como faria em casa.

Tome todos os medicamentos do modo como se encontram prescritos pelo seu médico, sem quaisquer falhas.

Se o seu médico lhe tiver prescrito uma dieta especial, queira cumpri-la.

Tome as mesmas precauções que tomaria na sua casa para não contagiar outras pessoas com o VIH.
Boa Viagem e... Boas Férias!

Fatyly



Na foto, Fatyly aprecia a natureza no seu estado intacto e genuíno. A natureza de Fatyly é também uma natureza intacta e genuína, pela forma como traduz em cada palavra, tudo aquilo que caracteriza a sua essência. Mulher sem medo, contempla o próximo sempre disposta a dar-lhe a mão, a ampará-lo no traçado da vida, sinuosa e dolorosa em várias esquinas, exigindo de quem passa por ela, uma força e determinação constante.

Fatyly tem passado mais pela vida, do que a vida tem passado por ela. Vive em permanente adaptação às novas realidades que a vida apresenta a cada dia que passa, sem permitir que as realidades integrantes do mundo contemporâneo, lhe vedem os olhos e lhe coloquem na alma os preconceitos, os estigmas, as atitudes discriminatórias e as maldades que sempre em mudança, se vão também desenvolvendo e adaptando ao desenrolar de todos os acontecimentos diários.

É da sua natureza agir com racionalidade. No entanto, o seu coração tem sempre uma palavra a dizer. O coração de Fatyly impulsiona a sua atitude e determina a sua acção. Para esta mulher, nada é da boca para fora, mas cimentado em comportamentos concretos e reais, que muitos se podem orgulhar e que jamais esquecerão.

Pela sua experiência de vida, um conselho dado através de uma palavra amiga, ou de um grito até, se for preciso, coloca quem quer que seja, novamente no traçado a percorrer, mas desta vez com mais força e ânimo para continuar.

Uma Simples Cubata é a designação do seu blog, expressão que a caracteriza em pleno. Uma simples cubata é-lhe suficiente para comunicar ou até bradar ao mundo, ou para receber quem dela precise, para ouvir atentamente tudo o que tem para ensinar, tal qual a vida lhe ensinou, sem mais, nem menos, e lhe continua a ensinar, todos os dias.

As vírgulas em que tropeçamos, Fatyly tem a capacidade de as transfomar em texto corrido, pois a vida continua e olhar em frente é a solução, pois olhar em frente, possibilita-nos ver o caminho, com clareza.

Todos aqueles a quem deste a mão, é certo que jamais te esquecerão, mesmo aqueles, que entretanto já partiram, continuarão sempre vivos na tua memória, dispostos a agradecer-te, simplesmente porque é maravilhoso ter-te como amiga. Por seres quem és, sempre de dentro para fora o meu Muito Obrigado.

Nota de Raul Rudoisxis
Pelo acima descrito pelo Paulo e por muito mais, a equipe "Sidadania" decidiu atribuir a Fatyly e ao seu blogue "Uma Simples Cubata" o galardão da "Ordem Sidadania" . Bem hajas por existires.

Coragem


A blogosfera caracteriza-se por um universo virtual, onde através de um contacto regular, criamos laços com pessoas, que com a convivência, personificada através da escrita, se promove um espirito constante de ajuda recíproca. Desde que participo no Sidadania, algumas das pessoas que conheci e que com as quais tenho vindo a conviver, deixaram marcas no meu coração.

Coragem é uma das pessoas que me marcou definitivamente, pelo que lhe dedico este post. No seu blog "Riscos de vida" , com o coração condicionado pela dor, pelo sofrimento e pela saudade, relatou a vivência que teve com o seu irmão, portador do virus da SIDA e que infelizmente já não se encontra entre nós.

Como irmã, de corpo e alma, Coragem dividiu a sua experiência real de vida, com todos aqueles, que activamente participam no seu blog. Dividiu a sua dor e obteve amparo. Desabafou e prosseguiu o seu rumo, de cabeça sempre erguida, como mulher de grande carácter que demonstra ser.

A saudade existe e existirá sempre. Com o passar do tempo, a dor causada por uma perda ainda tão recente, será de certa forma apaziguada. A saudade representa a lembrança daqueles que amamos e que amaremos sempre no nosso coração. A saudade existirá sempre e o teu irmão só morrerá quando morrer também a última pessoa que se lembrar dele. Até lá, ele permanecerá sempre vivo no teu coração e no coração de todos aqueles a quem deste a conhecer a sua existência e a sua experiência de vida.

Coragem é um mulher simples, forte e determinada. Precisa de uma vida repleta de sentimentos, mas precisa essencialmente que esses sentimentos assentem numa realidade constante, a realidade da vida. Para Coragem a vida é um desenrolar constante de atitudes, onde as pessoas valem pelo que são na realidade e não por aquilo que demonstram ser em palavras bonitas ou frases feitas.

Eu, infectado pelo VIH, encontro na Coragem, alguém que me dá força e me transmite esperança. Alguém que não me deixa abater, que me aconselha a viver a vida avidamente e que essencialmente me impôe a condição de nunca desistir.

É nesta força que reside a solidez de uma amizade sincera que se constrói a cada dia que passa. A vida de Coragem distribui-se em cascata, por todos aqueles que precisam dela, que gostam dela, que a estimam e que lhe desejam o melhor.

Coragem faz parte da minha terapia perpétua. Sigo-lhe o exemplo para nunca lhe perder o rasto.

Obrigado pelo teu beijo sempre sincero.

Flavia, a Princesa Adormecida

-Avô…aki também tem a menina na cama, ela é amiga? Pergunta o meu neto de dois anos referindo-se ao Sidadania II. A imagem de Flavia na cama que tenho nas barras laterais de ambos os blogues despertou-lhe a atenção.
-Sim é amiga. A menina chama-se Flavia e está doente não fala. Aqui começo eu a divagar e a fazer uma história, misturando que Flavia é como a branca de neve, uma princesa adormecida que espera o beijo do seu príncipe para voltar à vida.
É preciso ter imaginação para ligar as duas histórias, mas o certo é que resultou, e entre os favoritos de uma cabecinha com pouco mais de dois aninhos a história da menina que está na cama é pedida frequentemente.
É meu costume quando ponho uma historinha eu ir narrando o que se está a passar, e assim consigo estabelecer o diálogo com o meu neto, que vai aprendendo novas palavras e desenvolvendo o seu poder de comunicação verbal. É difícil manter a atenção de uma criança de dois anos por muito tempo, mas com esta técnica tenho obtido algum sucesso. Basta uma pequena paragem e aparecem de imediato outros afazeres como pegar num brinquedo e acontece a quebra de comunicação. Não é por muito tempo pois volta para pedir nova historinha. Entretanto abro o blogue e quando ele volta e vê a fotografia de Flavia novamente lá vêm mais perguntas.
-A menina está acordada avô…ela não fala? Lá vou dizendo que não, e depois acrescento, que ela ouve e quando uma porta bate ou o cão ladra ela assusta-se.
- O cão é mau assusta a menina.
-Não, o cão não é mau. Mau é o homem que pôs uma coisa no fundo da piscina e que puxa os meninos para o fundo e podem morrer.
A conversa continua animada, e eu abro a página de Flavia e vou-lhe mostrando as fotografias que lá estão e faço um comentário a cada uma. Vejo a imagem do ralo da piscina e digo que é por lá que o homem mau tira a mão que agarra e puxa os meninos para o fundo. Chego ao post que tem o slide show que mostra várias fotografias de Flavia desde bebé e numa fotografia que ela está com um vestido branco ele diz: - A menina é a princesa que está a dormir. Quando passa uma fotografia com o Mckey, o Donald e o Pateta ele nota a falta do Pluto e diz:- O Pluto não está, foi morder o homem mau que fez mal à menina. Eu digo-lhe, que não, e que o príncipe é que vai vir para acordar a menina e que depois com a sua espada vai castigar o homem mau, para ele nunca mais fazer mal às crianças que vão à piscina tomar banho.
Ele continuava sentado na minha cadeira de braços, olhando os slides atentamente e veio o soninho e ele fechou os olhos. Peguei-lhe ao colo e levei-o para a cama meio adormecido. Quando o deitei ele disse: Avô fica ao pé de mim para não vir o homem mau que fez mal à menina. Deitei-me abraçado a ele, respondia com curtas frases ao que me ia perguntando e adormecemos os dois. Não sei se sonhou com a princesa adormecida, mas de vez em quando fala-me da menina na cama e eu ponho o slide show que está no blogue de Flavia, e agora é ele a contar-me a história que está gravada na sua cabecinha, conforme as fotos vão passando.

,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, Photobucket



Esta fotografia de Flavia, é recente e foi-me enviada por sua mãe. É actual e tem por titulo "O Ar Triste de Flavia" . Creio que é uma fotografia inédita de Flavia e publicada pela primeira vez em blogue ou outro meio de comunicação social. Aqui neste texto em que é mais uma história de crianças, com vista à prevenção de acidentes em piscinas que Odele mãe de Flavia defende, eu vou dar outro nome à fotografia "O Ar Triste da Princesa".

Voltarei a escrever com esta fotografia como titulo, mas apresentando o drama real desta jovem de vinte anos de idade, a qual ao dez anos de idade por ter tido seus cabelos sugados pelo sistema de sucção de uma piscina, que estava sobredimensionado para o tamanho da piscina, ficou em coma vigil e assim continua. Durante os dez anos de coma sorriu uma única vez e sua mãe captou o momento.

O seu aspecto actual é este que demonstra tristeza.

Este texto eu dedico a Flavia e sua mãe Odele que são a razão para que o mesmo fosse escrito. Dedico-o também a todas as crianças que foram vitimas de acidentes em piscinas e parques aquáticos. Finalmente dedico-o ao meu filho, que sobreviveu a um afogamento silencioso quando tinha cerca de três anos. O que não aconteceu por ter sido agarrado a tempo deixou marcas que ainda hoje persistem. Talvez este episódio me ajude a compreender o sofrimento de Odele e de outras mães e pais cujos filhos foram vitimas de um acidente e os perderam ou os deixaram incapacitados por toda a vida.

Um abraço de Raul Rudoisxis